Monogamia, poligamia, não monogamia, poliamor - Várias formas de amar
O amor que existe quando deixamos de seguir o guião e começamos a escrever a nossa própria história.
Rita
11/17/20254 min ler


Hoje escrevo-vos sobre amor.
Não o amor que cabe em frases feitas ou em expectativas sociais, mas o amor que vibra e expande.
O amor que existe quando deixamos de seguir o guião e começamos a escrever a nossa própria história.
E para falar desse amor real, humano e imperfeito precisamos de falar sobre monogamia, não monogamia, poligamia e poliamor. Conceitos que tantos misturam, criticam ou idealizam, mas que, quando compreendidos, revelam que não existe uma única forma de amar, existe apenas a forma que escolhemos com verdade.
Monogamia: o ponto de partida de quase todos nós
A monogamia é o modelo relacional mais comum à nossa volta, duas pessoas que se escolhem em exclusividade.
É o que nos ensinam desde crianças, o que vemos nos filmes, nos contos de fadas, nas músicas, na maioria das casas, etc. É confortável, familiar e reconhecível na sociedade.
E a monogamia pode ser maravilhosa, desde que seja uma escolha consciente e não apenas o reflexo automático do que a sociedade define como “normal”.
Quando é vivida com intenção e desejo, a monogamia é um espaço seguro e intenso.
Mas não é a única possibilidade.
Não Monogamia: quando a exclusividade deixa de ser obrigatória
A não monogamia é um universo. Uma caixa onde cabem várias formas de amar e desejar sem a exigência da exclusividade. Um amor livre mas com muita responsabilidade.
A não monogamia significa que as relações podem ser múltiplas, desde que sejam éticas, consensuais e comunicadas.
Nada é escondido. Nada é imposto. Tudo é escolhido.
Neste universo encontramos:
Relacionamentos Abertos,
Swinging,
Poliamor,
Poligamia,
entre outros modelos que têm uma regra essencial: todos sabem, todos consentem, todos importam.
Poligamia:
A poligamia é um tipo específico de não monogamia, relacionado com múltiplos cônjuges. Onde o casamento impera e existe um ser central, em muitos casos o homem é casado com várias mulheres.
Não é apenas amor é estrutura, compromisso, responsabilidade formal.
Historicamente, esteve (ou está) presente em centenas de culturas: africanas, árabes, asiáticas e indígenas.
Nem sempre equitativa, nem sempre justa, frequentemente moldada por contextos socioeconómicos.
Mas hoje, quando alguém escolhe viver uma poligamia ética, o cenário muda.
Hoje significa que todos têm voz, liberdade, consentimento e escolha.
E é aqui que surge a mulher que escolhe este caminho, não porque lhe é imposto, mas porque o deseja.
Uma mulher que rompe séculos de narrativas assume o próprio coração e a sua própria vontade. Esta mulher desafia expectativas, escolhas e assume amar.
Poliamor:
O poliamor é muitas vezes confundido com poligamia, mas são realidades distintas. Neste caso existem vários amores éticos, sem necessidade de um casamento. Existem pessoas que se relacionam com outras tendo ou não um amor “principal”.
O poliamor diz-nos que é possível amar mais do que uma pessoa sem que o amor se dilua. É amor que se multiplica, não amor que se divide.
Entre o que a sociedade nos diz e o que realmente desejamos
Crescemos a acreditar que o amor “certo” era exclusivo. Que a verdadeira paixão só tinha espaço para duas pessoas. Que tudo o que fugia disso era deslealdade, falha, caos.
Mas muitas vezes, o que a sociedade nos diz e o que o nosso coração deseja são coisas diferentes.
Descobrimos que:
o amor não segue um único formato,
o desejo não é um erro,
a multiplicidade não é uma ameaça,
a liberdade emocional não rouba sentimento.
Sabemos sobretudo, que não existe forma certa de amar… existe a forma certa para cada um de nós.
As regras invisíveis que sustentam tudo
Seja monogamia, poligamia, poliamor ou qualquer forma de não monogamia ética, a base é sempre a mesma:
Comunicação
Transparência emocional
Consentimento
Respeito pelos limites
Responsabilidade afetiva
Honestidade — contigo e com os outros
Sem isto, nada funciona. Nem relações fechadas, nem abertas, nem múltiplas.
Este texto não serve para dizer que a monogamia está certa ou errada, não queremos dizer que a não monogamia deve ser vivida por ti. Queremos apenas dizer-te que existem várias formas de amar e que nada nem ninguém tem haver com o que tu sentes ou queres para a tua vida. A liberdade de escolha é tua e do teu parceiro ou parceira.
Numa certa altura da tua vida podes querer e gostar de ter uma relação monogamica e está tudo certo se a desejas assim. Noutra fase da vida podes querer ter uma relação não monogamica (seja ela qual for), tudo é válido em diferentes fases da vida. Desde que, seja consentido, honesto e respeitado.
E é aqui que vos falo de mim, na primeira pessoa:
Eu acredito num amor que se escolhe, não num amor que se herda.
Acredito em relações que se constroem pela conversa, não pelo silêncio.
Acredito que amar não é prender é deixar ser livre.
Acredito que o amor pode ser monogamico.
Acredito que pode ser poliamoroso.
Acredito que pode ser poligamico.
Acredito que pode ser único, múltiplo e inesperado.
Mas acredito, acima de tudo, que o amor é sempre mais bonito quando é livre, consciente e escolhido. Quando existe respeito, comunicação, abertura e honestidade.
Nem sempre tive esta opinião, o desconhecido fez-me ter várias relações monogamicas mas a verdade é que o conhecimento que hoje tenho leva-me a ser feliz na não monogamia. É liberdade poder escolher o que quero, quando quero e com quem quero. É não ter medo do desejo, é falar abertamente sobre amor, é ser livre de pensamentos e ações (cumprindo as regras). Esta escolha faz de mim, livre, segura, empoderada e acima de tudo apaixonada por mim.
O amor não se divide. Multiplica-se.
E é nessa multiplicação que tantas vezes encontramos a versão mais intensa e mais autêntica de quem realmente somos.
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